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Como ter uma entidade de classe mais produtiva

Eng. Ênio Padilha Filho ofereceu dicas importantes aos Conselheiros

Sabia que sua entidade de classe pode ser mais produtiva, oferecendo um melhor atendimento e aumentando sua representatividade no Sistema profissional? Em 6 de abril, o Fórum Conjunto das Instituições de Ensino e Entidade de Classe do Crea-SP levou aos conselheiros uma palestra com o professor Eng. Ênio Padilha Filho, que ofereceu dicas para ajudar os presidentes de entidades a entender seu papel como líder e a enxergar suas atividades sob um viés empreendedor.

Com longa carreira associativista, o autor de livros e experiente palestrante concedeu uma entrevista ao site do Crea-SP e detalhou os principais pontos explorados durante a palestra.

 

Qual é o objetivo do tema proposto para a sua palestra?

Esta palestra é direcionada a presidentes de entidades de classe e conselheiros, porque no Sistema profissional esses cargos são intercambiáveis, em algum momento um conselheiro acaba sendo um presidente de entidade de classe.

A ideia da palestra é mostrar para esses líderes que as entidades de classe podem e devem ser percebidas como uma organização, eventualmente até com fins lucrativos, e quais seriam as recomendações e sugestões de como trabalhar de maneira que ela se torne produtiva e qualificada.

 

Quais são hoje as principais características de uma entidade de classe que a diferenciam de outros órgãos de representatividade profissional, como conselhos e sindicatos?

A entidade de classe tem basicamente três funções: de representação social, pois é a instituição do Sistema que efetivamente representa os profissionais junto à sociedade;  de congregar os profissionais, de abraçar os profissionais e, num terceiro momento, ser um espaço de socialização, de confraternização.

Além disso, existe a questão da formação continuada, que primordialmente é uma função da entidade de classe; o Crea pode fazer isso, o sindicato pode fazer, a universidade faz isso, a Mútua pode fazer, mas a entidade de classe é, sem sombra de dúvidas, a que está melhor qualificada, melhor posicionada, para fazer a educação continuada dos profissionais.

 

Quais são os principais erros cometidos pelas entidades de classe?

Um dos erros principais que eu vejo é a entidade não ter uma política de instituição, elas têm políticas de gestão. Então cada Diretoria que assume dá um ritmo, um norte; depois que essa Diretoria é trocada, a nova Diretoria dá uma outra direção.

O que eu sugiro é que a entidade preste muita atenção em construir políticas institucionais: se vai realizar um jantar dançante no final do ano, isso pode ser considerado uma política institucional, afinal vai realizar sempre. Se a entidade vai fazer cursos na área técnica, isso também é política institucional, o presidente que for eleito não tem a opção de fazer ou não fazer, aquilo é política da instituição, é obrigado a fazer.

Sugiro que cada entidade elenque livremente o que entende como política institucional: isso aqui nós vamos fazer sempre; se houver uma alteração de estatuto, isso vai pro estatuto, isso não é política de gestão, é política de instituição, esse é o principal erro que vejo sendo cometido.

Como fazer para tornar a entidade lucrativa?

No estatuto da instituição está escrito entidade sem fins lucrativos, mas isso é levado ao pé da letra pelos dirigentes, eles acham que a entidade não deve ter lucro nunca, em nenhuma instância. Significa que a instituição não vai ter lucro para ser distribuído entre seus associados. Não vai render lucro, o retorno sobre investimento não existe.

Mas a entidade em si precisa ser lucrativa pra si própria. Com esse lucro obtido com os seus eventos é que ela vai se capitalizar, investir, crescer, progredir. A entidade precisa se ver como uma instituição que visa o lucro para si própria, sempre esse lucro sendo reinvestido em favor do engrandecimento da instituição, a favor dos profissionais associados. Tem que começar a perceber quais são as suas possibilidades lucrativas. O corpo de associados de uma entidade é a sua principal matéria-prima, sua principal fonte de receita.

Precisa organizar cursos, palestras, congressos, feiras, tudo com fins lucrativos. Com isso ela vai conseguir buscar apoios, buscar patrocínios, ganhar dinheiro: vai ser feito o salão de festas, patrocinado o jantar de fim de ano, vai ser adquirido um novo aparelho de TV. Tem lucro e esse lucro é da entidade, não vai ser distribuído entre os profissionais. Mas uma entidade em que cada evento fica no zero a zero, representa uma perda de receita, está andando no caminho contrário.

A produção de eventos nas entidades de classe, que deveria ser a principal fonte de receita, se transformou no destino de recursos, então a entidade busca recursos na Mútua, no Crea e gasta esses recursos com eventos, isso está errado. Você tem que ganhar dinheiro com evento e gastar esse recurso como a entidade precisa.

Da maneira como está sendo feita a coisa, as entidades estão permanentemente dependentes de suas fontes de recurso, e hoje a principal é o Crea. Se você recebe dinheiro de uma determinada fonte, essa fonte determina o que você faz ou deixa de fazer e isso não é bom para a entidade, que passa a não ter liberdade. Ela deixa de ser um elemento independente do Sistema e passa a ser um braço da cabeça do Sistema.

Como você vê a situação das entidades de classe no estado de São Paulo?

Os números de SP são sempre muito maiores, mas proporcionalmente SP ainda não está fazendo frenteper capita; quando você compara SP com outros Estados, como o meu, que é Santa Catarina, se SP tivesse hoje a movimentação, o número de entidades ou o número de profissionais ativos e participantes dos eventos proporcional a SC, SP teria o triplo do que tem hoje aqui.

SP faz um trabalho bom, que tem um espaço enorme para melhorar. Toda vez que o Crea-SP publica qualquer coisa minha, seja um artigo, um tópico qualquer, a repercussão é imensa. Há uma grande repercussão em termos de alcance de público quando é publicada no site, na revista, em qualquer veículo de comunicação do Crea. Isso dá uma dimensão da força que o Crea-SP tem junto aos profissionais.

Considerando essa questão proporcional, SP tendo uma visão para explorar essa possibilidade proporcional que ainda existe, vai se tornar um subConfea na verdade, é muito forte, SP é imbatível em termos de números. Já é assim, imagina se melhorar.

 

Quais as principais dicas que você oferece na sua palestra?

São 10 dicas. As três primeiras dizem respeito a políticas institucionais. Por exemplo: manter o cadastro da entidade atualizado; pode parecer uma coisa boba, mas 90% das entidades de classe não tem cadastro atualizado. Então se tiver que mandar um cartão de aniversário para um associado, não tem como; se tiver que mandar um e-mail para um associado, não sabe como; se precisar fazer um contato telefônico, não sabe como.

Isso não pode ser política de gestão, agora eu peguei um diretor que é organizado e ele botou a empresa dele a serviço da associação e organizou o cadastro, aí o próximo presidente esquece isso. Não, não pode.

A última é uma sugestão que eu dou para que as entidades de classe tragam para dentro do seu funcionamento as esposas, os maridos, os filhos, os parentes, as famílias dos seus associados, inclusive dando a eles eventuais cargos e funções, não na Diretoria da instituição, mas dando espaço, dando voz, dando operacionalidade.  Nas experiências que eu tive como presidente de entidades de classe, quando isso foi feito teve um retorno muito grande.


Quais são as principais qualidades que os líderes das entidades de classe precisam ter?

A principal delas, e nisso os associados devem prestar atenção na hora que votam, na hora que escolhem um presidente: o presidente da entidade de classe tem que ser, no mínimo, interlocutor do prefeito. Tem que ser uma pessoa com capacidade e ascendência moral para discutir no mais alto nível da cidade dele, da região onde está.

Ele tem que bater na porta do prefeito e este deve atendê-lo. A Prefeitura, a Câmara de Vereadores e a Associação Comercial têm que respeitar a entidade de classe. O líder máximo da entidade precisa ter esse nível , tem que ser capaz de sustentar diálogos nesse nível.

Da mesma forma que o Governador do Estado  tem que ser interlocutor do Presidente da República, da mesma forma que o Presidente do Confea deve ser interlocutor do Presidente da República, para poder manter a Engenharia onde eu acredito que deva estar: no mais alto nível na sua região, na sua área de atuação.

 

Qual o seu recado final para os profissionais?

Primeiro, chamar a atenção para a importância desse tipo de ação que o Crea-SP está fazendo, que é entregar aos presidentes de entidades de classe e seus conselheiros a possibilidade de refletir sobre a maneira como estão conduzindo suas entidades de classe.

As entidades de classe sofreram nos últimos anos um asfixiamento, especialmente financeiro, por erro estratégico, porque isso que eu estou dizendo aqui hoje estou dizendo há 10 anos: a entidade de classe precisa se libertar do dinheiro do Crea.

Não quer dizer que a entidade de classe não deva ter parcerias com o Crea, o que não pode é ter dependência. E ela se torna dependente no momento em que o dinheiro do Crea é tudo que a entidade tem, quando a entidade deveria fazer dinheiro de outras fontes. E a fonte está aí, que é o seu corpo de associados, esse é o principal recado.


Para ter acesso ao conteúdo completo da palestra, clique aqui.

Produzido pelo Departamento de Comunicação do Crea-SP

AEAI - Leia mais no original:

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